Para corretores

Como ganhar dinheiro com avaliação de imóveis: 6 frentes para o corretor (2026)

Publicado em 7 de setembro de 2026 Atualizado em 7 de setembro de 2026 10 min de leitura

A comissão de venda paga bem, mas paga quando fecha. A avaliação de imóveis é a segunda linha de renda que usa exatamente o que o corretor de imóveis já tem, conhecimento do mercado imobiliário da sua região, e que é paga por honorário, no ato, sem depender de escritura. A demanda cresceu com os inventários, com as disputas de ITBI e com a reforma tributária, que vai pendurar um valor oficial em cada imóvel do país. Este guia mostra as seis frentes de atuação em que essa renda aparece, quanto cobrar, onde estão os clientes, o que é preciso para começar, além da conta de horas que define a margem.

Sim, dá para ganhar dinheiro com avaliação de imóveis sem sair da corretagem. O corretor com CRECI emite o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM), remunerado por honorário: a tabela referencial do CRECI-SP vai de R$ 882,63 a R$ 28.973,48 por faixa de valor do imóvel, e o mercado pratica de R$ 150 a R$ 500 no formato a distância e de R$ 800 a R$ 3.000 no presencial completo. A demanda vem de venda e captação, locação, inventário e partilha, garantias em contratos, contestação de impostos, licitações e processos judiciais. Fica de fora o financiamento bancário: bancos só aceitam laudo de engenheiros e arquitetos credenciados por eles.

Avaliador de imóveis e corretor avaliador: qual é a diferença

Existem dois caminhos com o mesmo nome. O avaliador de imóveis com salário fixo costuma ser engenheiro civil ou arquiteto, empregado ou credenciado por bancos, seguradoras e empresas de engenharia de avaliações; é ele quem faz o laudo de financiamento, com ART ou RRT. O corretor avaliador é o profissional com CRECI que presta o serviço de avaliação mercadológica por honorário, ao lado da corretagem, aplicando as mesmas normas e técnicas de avaliação do setor imobiliário: pesquisa de mercado, homogeneização e tratamento estatístico.

A base legal do segundo caminho é a Lei 6.530/78, que dá ao corretor a prerrogativa de opinar sobre a comercialização imobiliária, e a Resolução COFECI 1.066/2007, que regulamenta o PTAM. O Supremo Tribunal Federal já afastou a tese de que avaliar imóveis seria atividade privativa de engenheiros (RE 708.474). O Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários, o CNAI, é recomendado e pesa na credibilidade, mas não é pré-requisito para emitir o parecer, como detalha o guia quem pode emitir um PTAM.

Quanto ganha um avaliador de imóveis

Não existe salário de corretor avaliador: a renda é o honorário multiplicado pela quantidade de pareceres que você entrega no mês. A referência oficial é a tabela do CRECI-SP (Portaria 3.200/2006), escalonada pelo valor do imóvel:

Valor do imóvelHonorário referencial
Até R$ 35.000R$ 882,63
R$ 150.001 a R$ 200.000R$ 2.466,23
R$ 300.001 a R$ 400.000R$ 3.589,50
R$ 900.001 a R$ 1.000.000R$ 6.137,73
R$ 5.000.001 a R$ 10.000.000R$ 28.973,48

A tabela é referencial: baliza para orçamento, contrato e arbitramento judicial, não preço obrigatório. No mercado, pareceres a distância são ofertados entre R$ 150 e R$ 500 e trabalhos presenciais completos entre R$ 800 e R$ 3.000. A conta que vale é a sua: honorário médio que a sua região aceita, vezes pareceres por mês, menos o tempo que cada um consome. Quatro pareceres por mês a R$ 800 já são R$ 3.200 de renda recorrente, num serviço que a maioria dos corretores da sua cidade não oferece. As faixas completas e o que muda o preço estão em quanto custa um PTAM.

As 6 frentes de renda com avaliação de imóveis

1. PTAM para venda e captação

É a porta de entrada e a especialização mais fácil de começar. O proprietário que pede uma avaliação antes de vender é o mesmo que vai escolher quem vende. Um parecer com amostra de comparáveis, transações e ofertas da região, valor de mercado e faixa resolve a conversa de preço na captação, e pode ser cobrado como serviço à parte ou abatido da comissão se a venda fechar com você. Precificar certo também encurta o tempo de anúncio, o que é dinheiro para o corretor.

2. PTAM de locação

Proprietários, administradoras e inquilinos pedem referência de aluguel em renovação, revisão e garantia locatícia. A tabela do CRECI-SP trata a locação por percentual sobre o aluguel apurado, e a amostra é de ofertas de locação da região. Trabalho recorrente, porque contratos vencem todo ano.

3. Inventário e partilha

É a frente que mais cresce. No inventário extrajudicial, feito em cartório, o valor dos bens é declarado pelo inventariante (Resolução CNJ 35/2007), e herdeiros e advogados precisam de uma referência de mercado para partilhar sem briga e declarar o ITCMD sem risco. No judicial, a avaliação é a regra, e o corretor com CNAI pode ser nomeado avaliador ou atuar como assistente técnico de uma das partes. O passo a passo está no guia de avaliação de imóvel para inventário.

4. Garantias, contratos e negócios entre particulares

Imóvel dado em garantia em contrato entre empresas, permuta, integralização de capital em sociedade, divórcio, dissolução de sociedade e compra entre parentes: em todos esses casos, as partes precisam de um valor que não seja o palpite de um dos lados. Contadores e advogados são os intermediários naturais desses pedidos.

5. Tributário: ITBI, ITCMD e o valor de referência da reforma

Prefeituras arbitram base de cálculo de ITBI acima do preço pago, e estados fazem o mesmo com o ITCMD. A defesa administrativa depende de demonstração técnica do valor real, e o PTAM com amostra sólida é a peça natural. A reforma tributária amplia essa frente: a LC 214/2025 cria um valor de referência oficial para cada imóvel, atualizado todo ano, e a própria lei permite contestá-lo. Quem estiver posicionado quando o regulamento sair atende uma demanda que hoje não existe, como explica o guia do valor de referência na reforma tributária.

6. Poder público, leilões e Justiça

O PTAM é aceito em licitações públicas, em processos de compra e alienação de imóveis por prefeituras e autarquias, na precificação de bens em leilão e em processos judiciais, como avaliação ou como contraprova. É a frente de maior exigência técnica e de maior honorário, e é onde o CNAI faz diferença.

Onde estão os clientes que contratam avaliação

O que é preciso para começar

  1. CRECI ativo, pessoa física. É o requisito legal.
  2. CNAI, por meio de cursos de avaliação em escolas credenciadas pelo COFECI. Não é obrigatório, mas abre as frentes judicial e pública e sustenta o honorário mais alto.
  3. Domínio da norma e da resolução. NBR 14653-2 para a metodologia, Resolução COFECI 1.066/2007 para o conteúdo mínimo do documento.
  4. Um modelo de documento com as seções certas. O modelo de PTAM editável organiza as dez seções exigidas e recomendadas.
  5. Pesquisa de mercado com fonte e data. É a seção que sustenta o valor e a que mais consome tempo. Onde há dados de ITBI abertos, as transações registradas ajudam a calibrar o preço pedido dos anúncios.
  6. Rotina comercial. Uma lista de advogados, contadores e imobiliárias da região e um pedido simples: "quando aparecer imóvel em inventário, me chama".

A conta de horas: onde a margem aparece

Realizar um PTAM do zero consome de 3 a 6 horas, e a maior parte vai para coletar comparáveis, conferir fontes, ajustar por área e localização e montar o tratamento estatístico. Com a pesquisa de mercado gerada por sistema, essa parte sai em cerca de 2 minutos: amostra de imóveis comparáveis reais da região, tratamento conforme a NBR 14653-2, grau de fundamentação e valor com faixa, já no formato de PTAM para o corretor completar a vistoria e assinar. O honorário continua sendo o seu, definido pela tabela e pelo mercado; o que muda é quantos pareceres cabem na semana. O insumo custa R$ 179,90 avulso, ou de R$ 99,80 a R$ 49,97 por documento nos pacotes, e entra na conta do serviço como qualquer outro custo. O comparativo completo está em PTAM manual ou automatizado.

Seu PTAM no modelo pronto, com a pesquisa de mercado feita

O parecer já sai no formato de PTAM: introdução e identificação conforme a Resolução COFECI 1.066/2007, bloco de vistoria para você preencher, amostra de imóveis comparáveis da região, tratamento estatístico conforme a NBR 14653-2, valor conclusivo ajustável dentro da faixa e bloco de assinatura com seus registros. Você completa a vistoria, anexa fotos e documentos e assina. O PTAM é seu; o LaudoImóvel entrega a parte demorada.

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Perguntas frequentes

Quanto ganha um avaliador de imóveis?

Depende do caminho. O avaliador empregado ou credenciado por bancos e empresas de engenharia, em geral engenheiro ou arquiteto, recebe salário ou valor por laudo definido em contrato. O corretor avaliador recebe honorário por parecer: a tabela referencial do CRECI-SP vai de R$ 882,63 a R$ 28.973,48 conforme o valor do imóvel, e o mercado pratica de R$ 150 a R$ 3.000 conforme formato e complexidade. A renda mensal é o honorário vezes o número de pareceres.

É possível ganhar dinheiro fazendo avaliações?

Sim, especialmente para quem já tem CRECI e carteira. As frentes com demanda constante são inventário e partilha, locação, captação, garantias em contratos e contestação de ITBI e ITCMD. A margem depende de reduzir as horas da pesquisa de mercado, que é a etapa mais demorada do parecer.

Quanto se cobra por uma avaliação de imóvel?

Pela tabela referencial do CRECI-SP, entre R$ 882,63 e R$ 28.973,48, conforme o valor do imóvel. No mercado, de R$ 150 a R$ 500 no formato a distância e de R$ 800 a R$ 3.000 no presencial completo. Parecer para uso judicial custa mais que parecer para precificar uma captação.

Quanto a Caixa paga por avaliação de imóveis?

A Caixa e os demais bancos contratam avaliações de financiamento apenas de engenheiros e arquitetos credenciados, com valores definidos nos editais de credenciamento. Corretor de imóveis não participa dessa frente, mesmo com CNAI. As frentes do corretor são as extrajudiciais, as tributárias, as públicas e as judiciais.

O que é preciso para ser avaliador de imóveis?

Para o corretor: CRECI ativo, conhecimento da NBR 14653-2 e da Resolução COFECI 1.066/2007, e, de preferência, o CNAI, obtido com curso de avaliação em escola credenciada pelo COFECI. Para atuar em financiamento bancário, é preciso ser engenheiro ou arquiteto com registro no CREA ou CAU e credenciamento no banco.

Qual é a diferença entre corretor e avaliador de imóveis?

O corretor intermedeia negócios e recebe comissão; o avaliador determina o valor de mercado e recebe honorário. O corretor com CRECI pode exercer as duas atividades: é o corretor avaliador, que emite o PTAM regulamentado pela Resolução COFECI 1.066/2007.

Vale a pena ser corretor avaliador em 2026?

A demanda por avaliação cresce em três frentes ao mesmo tempo: inventários, disputas de ITBI e ITCMD e a reforma tributária, com o CIB e o valor de referência oficial de cada imóvel. Poucos corretores oferecem o serviço com método, e a pesquisa de mercado, que era a barreira de tempo, pode ser automatizada. É um bom momento para entrar.

Dados de mercado por cidade

Mediana de preço, faixa típica e participação por tipo de imóvel, atualizados todo mês:

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Seu PTAM no modelo pronto, com a pesquisa de mercado feita

O parecer já sai no formato de PTAM: introdução e identificação conforme a Resolução COFECI 1.066/2007, bloco de vistoria para você preencher, amostra de imóveis comparáveis da região, tratamento estatístico conforme a NBR 14653-2, valor conclusivo ajustável dentro da faixa e bloco de assinatura com seus registros. Você completa a vistoria, anexa fotos e documentos e assina. O PTAM é seu; o LaudoImóvel entrega a parte demorada.

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Fontes e referências

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